Os desafios da Educação brasileira em 2019: linhas e cores

Há muitos desafios a serem enfrentados na Educação brasileira em 2019. Posicionado entre os 10 países mais desiguais do mundo, o Brasil possui quase 12 milhões de analfabetos e mais da metade dos adultos entre 25 e 64 anos não concluíram o Ensino Médio. São quase dois milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola e 6,8 milhões de crianças de 0 a 3 anos sem vaga em creche.

Os dados mostram que há sérios problemas com a alfabetização na idade certa, as crianças e jovens não aprendem o que é esperado, a evasão escolar no ensino médio é grave e não há um projeto estruturado para a formação e a carreira docente. Esse cenário crítico é fruto de décadas de descaso, em um país que nunca colocou a Educação entre as prioridades da agenda política nacional. Esse é o legado que fica para 2019 e que o novo governo tem o desafio de modificar.

A prioridade que o novo governo pretende dar à Educação Básica parece estar no rumo certo. Os países que hoje têm os melhores indicadores econômicos e sociais devem muito de seu sucesso à ênfase que seus governantes deram à Educação Básica. Resta saber se o novo governo não irá desperdiçar a energia necessária para trazer soluções concretas para a agenda desafiadora da Educação ao concentrar esforços na luta contra a chamada “ideologia de gênero” e a defesa da Escola Sem Partido, e tirar o foco do que realmente é importante e pode fazer a diferença para as próximas gerações.

São vários os problemas da Educação e não é possível abordá-los de uma só vez nessa coluna. Abrangem a equitativa universalização do acesso, da Educação Infantil ao Ensino Médio, transitando pelo direito à aprendizagem e a garantia de permanência escolar. Dizem respeito à regulamentação do Sistema Nacional de Educação, tão necessária para a articulação e colaboração entre os entes federativos, à discussão do financiamento da Educação Básica (o prazo de vigência do Fundeb expira-se em 2020), a formação e atratividade da carreira de professor. Faz parte também da agenda da educação a melhoria da infraestrutura das redes de ensino, já que, em pleno século 21, 14,3% das escolas não possui energia elétrica, esgoto, água e banheiro dentro do prédio e 55,2% não possui biblioteca ou sala de leitura. Continue lendo esse artigo direto na integra…

Fonte e texto: https://novaescola.org.br/

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