Metodologias ativas: o papel do professor como facilitador do aprendizado dos alunos

Discutimos que as bases para o aprendizado profundo e efetivo estão na promoção de mecanismos cognitivos que facilitem a construção do conhecimento, a retenção de informações na memória de longo prazo e o acesso e utilização delas para compreender fenômenos e resolver problemas. O desencadeamento desses mecanismos depende dos elementos presentes no processo de aprendizagem: a contextualização do conhecimento teórico e sua relação com a prática; a conexão entre novas informações e o conhecimento já adquirido; a colaboração e o trabalho em grupo entre os alunos; e, principalmente, um ambiente de aprendizagem em que o aluno é ativo.

Ao planejar e implantar metodologias ou práticas pedagógicas com essas características, o professor emerge como figura central na construção de cada um desses elementos. O sucesso dessas metodologias depende das características e do comportamento exercido pelos docentes. Um resultado curioso de alguns estudos acadêmicos (Hmelo-Silver e Barrows, 2006; Leary et. al., 2013) é que, em média, o desempenho dos alunos no ambiente de aprendizagem ativa é maior quando seus professores são menos experientes. Essa evidência contra-intuitiva sugere, na verdade, que docentes menos experientes estariam mais abertos a modelos alternativos de aprendizagem, enquanto que os professores com muitos anos de profissão seriam mais céticos e resistentes a experimentar outras estratégias de ensino.

De fato, a evidência sobre a percepção dos gestores na implantação de metodologias ativas de aprendizagem é a de que há uma grande preocupação dos professores com relação ao papel que se espera que eles exerçam nesse modelo. Isso porque, uma condição para colocar o aluno num ambiente ativo é que o professor assuma a postura de facilitador do aprendizado, ao invés de único provedor de conhecimento. Ou seja, ao desempenhar a função de tutor ou mentor de uma turma, espera-se que o professor deixe a posição central e focal da sala de aula e promova a discussão e o debate entre os estudantes; que ele estimule a troca de informações e ideias, ao invés de fornecê-las diretamente. Antes de experimentá-las, alguns professores criticam as metodologias ativas de aprendizagem por acreditar que elas prescindem ou desperdiçam seu conhecimento e suas habilidades (como o aluno vai aprender se eu não ensinar?). E é aí que está o maior equívoco.

Pesquisas qualitativas com alunos do método PBL (problem-based learning) acerca dos fatores que facilitam seu aprendizado mostram que os estudantes acreditam que a formação acadêmica e experiência do professor são fundamentais para que eles se aprofundem na compreensão dos conteúdos (Almajed et. al., 2016). No entanto, os estudantes também pontuam que aprendem mais quando o professor demonstra habilidade em motivá-los e engajá-los e em permitir que eles exponham suas ideias e cooperem uns com os outros no entendimento de uma questão ou um problema. Continue lendo esse artigo…

Fonte: https://novaescola.org.br/

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