MEC nomeia defensora do ensino domiciliar para coordenação da Secretaria de Alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) nomeou Maria Eduarda Manso Mostaço para ocupar o cargo de coordenadora-geral de formação de professores na Secretaria de Alfabetização. A nomeação, divulgada nesta quarta-feira (30/01) no Diário Oficial, está gerando polêmica porque Maria Eduarda é defensora da regulamentação do ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Com isso, a hashtag #MinistériodaEducação ficou no topo dos trending topics do Twitter.

Sem atuação em sala de aula ou formação acadêmica na área da educação, Maria Eduarda Manso Mostaço, de 27 anos, foi nomeada coordenadora-geral de formação de professores da recém-criada Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação (MEC). Formada em Direito, ela é defensora da regulamentação do ensino domiciliar no País – que foi colocada como meta prioritária pelo governo de Jair Bolsonaro para os 100 primeiros dias de gestão.

Com 27 anos, Maria Eduarda vai coordenar a Diretoria de Desenvolvimento Curricular e Formação de Professores Alfabetizadores, órgão que responde pela articulação com Estados e municípios para a implementação de programas e políticas da Secretaria de Alfabetização. Ela é formada em Direito pela Universidade Estadual de Londreina (Uel) e não tem experiência em sala de aula ou formação acadêmica na área de Educação. A defesa do ensino domiciliar aparece em seu trabalho de conclusão de curso (TCC) “Homeschooling: uma possibilidade constitucional face ao declínio da educação escolar no Brasil”, apresentado em 2015.

O título do TCC é muito semelhante ao de um post publicado em 2008 no blog Cavaleiro do Templo, de seguidores do filósofo Olavo de Carvalho. Denominado “Homeschooling: uma alternativa constitucional à falência da Educação no Brasil”, o texto faz a defesa jurídica do ensino domiciliar e cita a ação de um casal de Minas Gerais que pedia o direito de ensinar seus filhos em casa.

Maria Eduarda é natural de Londrina, no Paraná, mesma cidade de Carlos Nadalim, que comandará a Secretaria de Alfabetização. O secretário também defende a educação domiciliar, uma das metas do governo de Jair Bolsonaro.

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Fonte e texto: https://novaescola.org.br/

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