Quincas Borba, de Machado de Assis

Olá, Professor!

O Quincas Borba foi publicado entre 16 de julho de 1886 e 15 de setembro de 1891 na revista estação. Esta obra é tida como a continuação do romance que precede Memórias Póstumas de Brás Cubas, isso segundo estudos, que foi o marco inicial do realismo no Brasil.

A relação entre essas obras está no “humanitismo”, uma teoria desenvolvida pelo filósofo Quincas Borba. Sendo este humanitismo na prática em Memórias Póstumas e também incluída em Quincas Borba.

É interessante perceber que essa mesma filosofia que permeia o romance, sobre os fortes se sobrepondo aos mais fracos e vencendo, é o que realmente acontece ao decorrer da história.

Machado de Assis é tido como introdutor do realismo no Brasil quando publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas no ano de 1881, romance que é colocado ao lado de seus posteriores, que são: Esaú e Jacó, Memorial de Aires, Dom Casmurro e Quincas Borba.

Contudo, a obra Quincas Borba completa a tríade machadiana do realismo no Brasil, sendo Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, como as outras duas obras que completam esse grupo seleto do que há de melhor no realismo romântico brasileiro, bem como, da escrita do próprio autor.

“ – Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”

Fonte e texto: https://canaldoensino.com.br/

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