Persio Arida quer acabar com gastos obrigatórios em Educação e Saúde

Coordenador do programa econômico do pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), o economista Persio Arida defende que sejam retirados da Constituição e virem leis complementares artigos que obrigam o governo a destinar parte de suas receitas a educação e saúde.

“Eliminar vinculações não é o mesmo que deixar de gastar. Prover educação básica e saúde gratuita são obrigações do Estado, mas é importante que os serviços sejam providos da forma mais eficiente possível”, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Segundo ele, a gestão econômica não pode ficar “engessada” pela Constituição.

Um dos idealizadores do Plano Real e presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, Arida elogia as atuais políticas econômicas e reformas do governo Temer: “O que o atual governo conseguiu não foi pouco. Num período curto, saímos da recessão para retomar o crescimento, que ainda que modesto”.

O economista afirma que Temer não conseguiu avançar mais por “nunca ter sido um presidente eleito”: “Ou seja, não teve o capital político que um presidente eleito tem, e isso faz enorme diferença”.

Arida diz ainda que o país precisa criar condições para o investimento privado nacional e internacional: “Não o investimento público, dada a nossa crise fiscal (…). Precisamos dar segurança jurídica aos contratos, ter regras adequadas e menos burocracia”.

A prioridade do próximo governo, segundo ele, será aprovar a reforma da Previdência.

Perguntado sobre como tornar o sistema tributário mais justo, Arida rejeitou a ideia de taxar grandes fortunas por “arrecadar pouco”. “É mais eficiente acabar com o tratamento fiscal privilegiado concedido a instrumentos como a LCI [Letra de Crédito Imobiliário] e a LCA [Letra de Crédito do Agronegócio] e fundos de investimento exclusivos, que só beneficiam os mais ricos”, diz.

Arida chamou de “anomalia” o spread bancário no Brasil e disse que “muito pode ser feito do ponto de vista regulatório” para que a queda da taxa básica de juros (Selic) chegue mais rapidamente aos consumidores. O economista citou o cadastro positivo – em análise na Câmara – e a regulamentação das startups financeiras, as fintechs.

O economista também defendeu a criação de metas para duplicar a renda nacional e aumentar o coeficiente de abertura comercial do país: “Precisamos aumentar o investimento privado em infra-estrutura. Cabe ao Estado montar o marco regulatório, aumentar a segurança jurídica e definir as prioridades”.

Fonte: https://nocaute.blog.br/

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