MONOGRAFIA: A Importância da Leitura na produção de Texto

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA PRODUÇÃO DE TEXTO

” Cada um de nós é um ser no mundo, com o mundo e com os outros. Viver ou encarnar esta constatação evidente, enquanto educador ou educadora, significa reconhecer nos outros – não importa se alfabetizandos ou participantes de cursos universitários; se alunos das escolas de primeiro grau ou se membros da assembléia popular – o direito de dizer sua palavra. Direito deles de falar a que corresponde o nosso dever de escutá-los. De escutá-los corretamente, com convicção de quem cumpre um dever e não com a malícia de quem faz um favor para receber muito mais em troca. ” ( Freire, 2001, p.26)

1 INTRODUÇÃO

Escrever um texto é, para muitos estudantes uma das tarefas mais ingratas. Poucos são os alunos que têm familiaridade com o assunto e, apesar do avanço, escrever bem ainda é cobrado de forma muito tímida nas escolas. O resultado acaba aparecendo nos vestibulares, onde a redação é cada vez mais importantes na hora de se calcular a nota do aluno. Porém , já há quem veja, com otimismo, uma melhoria no nível dos textos dos alunos que disputam uma vaga na universidade.

Apesar da melhoria, o nível médio dos textos ainda é sofrível. Para piorar a vida dos que não gostam de escrever, a cobrança não acaba nos vestibulares. Escrever faz parte do cotidiano de qualquer empresa, e hoje, com a Internet, se tornou imprescindível saber se expressar de forma clara , correta e com precisão.

Nós, professores, não estamos conseguindo ler a essência, a avidez , o medo, a curiosidade que existem nas entrelinhas e cada pessoa bem ali na nossa frente, formando a nossa classe. Enquanto se cumpre o horário pesado e cumpridor de deveres e contam-se minuciosamente faltas, presenças e fugas e se enchem páginas e páginas de discursos, muitos textos internos estão acontecendo.

Para a progressão do trabalho é necessário o diálogo. Com a comunicação em dia, o plano de ação pode ser executado. E para ensinar algo a alguém é preciso saber quem é esse alguém e o que ele sabe. Essa é mais uma verdade que deve ganhar espaço na escola.

A movimentação para escrever não significa apenas uma parte introdutória dentro de um projeto de produção de textos na sala de aula. É um movimento que desperta o ser humano que está em nós e nos coloca em concentração para recuperar nossa história e escrever sobre ela e sobre tudo que for preciso no dia-a-dia. Por um outro lado, a motivação para escrever não se reverte em um processo que garanta a organização da escrita. É defrontrar-se com a matéria da linguagem. É o exercício da palavra. Um árduo trabalho a se realizar. Árduo e doce.

Por outro lado, estar motivado a escrever não significa garantia de aptidão para organização da escrita, pois neste caso é defrontar-se também com a matéria de linguagem, do jogo de palavras, do conhecimento dos diversos tipos de textos e suas características. Este é um trabalho árduo a ser realizado dentro da escola, porém apesar de árduo, doce e encantador.

1.1 Formulação de Problemas

A escola esta aí. As paredes continuam quase que intactas. Os professores perduram e sustentam ainda essa instituição secular. Enquanto muitos já reconstruíram e reconstroem sem ritmo de espera o seu cotidiano profissional, ainda há muito por fazer na construção conjunta: a qualidade de ensino, a que almejamos, a real.

Não podemos retornar ao passado para buscar a tão falada velha qualidade de ensino, apesar de alguns ainda se apegarem a essa nostálgica idéia na realização do presente. A verdade é que somos outros, o conhecimento já está acrescido e enriquecido pelas novas descobertas, e a escola, inserida na vida que aí está e com uma multiclientela, exige outras artimanhas, outras justificativas.

Hoje, é muito comum perceber em meio a conversas, reuniões e debates sobre ensino e educação, que estamos insatisfeitos com a atuação e desempenho dos nossos alunos. Outro fato que direciona muitas questões a esse mesmo respeito e que ocorre em todas as bocas é a presença dos diferentes níveis de linguagem circulando em meio à língua portuguesa, a de maior valor social. A cada dia aumentam salas e salas nos cursinhos pré-vestibulares, o que justifica a tarefa educacional malfeita ou não realizada no Ensino Fundamental e Médio. Tudo isso sem contar que os que aí chegam são poucos. São privilegiados ou malabaristas…E aparece então bem à frente de nossos olhos a história do funil ilustrador da entrada e das saídas do aluno da escola.

Que história é essa? ” A escola não prepara para o vestibular? Por que existe vestibular? E para a vida? E a universidade prepara o profissional? Por que tão poucos os escolhidos? O que está acontecendo? Afinal, todos não sabem ler e escrever?…”

É oportuno levantar a questão do “para quê” e “para quem ” vamos ensinar o Português. E daí sua decorrência: o “como” ensinar. É preciso ter clara essas respostas. Fazer disso um objeto de reflexão conjunta, comprometendo em analisar e intervir nos aspectos que dificultam ou favorecem o clima de aprendizagem dos conteúdos escolares.

O presente instrumento de estudo tende a definir e utilizar teorias e técnicas, sempre buscando recuperar defasagens nos fatores básicos que envolvem a comunicação que afinal é a essência deste trabalho.


2 JUSTIFICATIVA (…) Continue lendo…

Fonte: https://pedagogiaaopedaletra.com

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