Pioneira em Educação Inclusiva, professora cega incentiva alunos a batalhar pelos sonhos: ‘precisam de oportunidade’

Primeira professora cega da rede estadual em Ribeirão Preto (SP), Marlene Cintra fundou entidade que capacita deficientes visuais

Há 20 anos, Marlene Cintra fundou entidade que capacita deficientes visuais em Ribeirão Preto (SP). Psicóloga e pedagoga, ela diz que os pais deixaram a vida na zona rural pela educação dela e das duas irmãs, que também são cegas.

Primeira professora cega da rede estadual em Ribeirão Preto (SP) e reconhecida pelo pioneirismo ao integrar ensino regular e atividades de inclusão, Marlene Taveira Cintra, de 60 anos, diz que a deficiência não impede ninguém de conquistar os próprios sonhos.

Quando menina, ela chegou a ser diagnosticada por engano como deficiente intelectual. Formou-se psicóloga, depois pedagoga e, não satisfeita, voltou a cursar pedagogia com especialização em deficiência visual, e ainda especializou-se em psicologia e psicopedagogia.

Há 20 anos, Marlene fundou e dirige uma instituição que é referência no atendimento e capacitação de cegos no interior de São Paulo, cuja missão se mistura com o próprio lema de vida da professora: a educação como ferramenta de inclusão e desenvolvimento pessoal.

“A pessoa que não enxerga não precisa de dó, de piedade, apenas de oportunidade. É isso que a gente busca: dar oportunidade para que as crianças cegas possam confiar em si mesmas e consigam conquistar tudo o que desejam, como qualquer pessoa.”

Primogênita entre três irmãs cegas, Marlene afirma que nunca foi tratada com diferença em meio a outras crianças. Aos cinco anos, já cavalgava sozinha no sítio do avô, mas também tinha responsabilidades. A confiança que recebeu da família hoje é transmitida aos alunos.

“Não queremos lutar apenas pelos nossos direitos, mas formar crianças que tenham consciência das suas responsabilidades e desenvolver suas potencialidades. Acreditamos que as crianças vieram ao mundo para serem felizes e queremos formar cidadãos bons e honestos”, afirma.

Veja reportagem completa no site do https://g1.globo.com/

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