Faculdades particulares de SP podem fechar ano com 400 professores demitidos

ano de 2017 pode terminar com cerca de 400 professores de ensino superior demitidos em pelo menos cinco faculdades privadas de São Paulo. As demissões mais significativas devem ocorrer na Estácio, que pretende demitir 196 docentes, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, que pode demitir 80 profissionais, e na Universidade Metodista, que já dispensou 45 professores e deve demitir outros 15 (entenda cada caso e o que informaram as instituições ao final da reportagem).

As instituições de ensino alegam “reestruturação pedagógica” para fazer as mudanças. Para o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), o Ministério da Educação (MEC) tem se omitido nos casos de demissão e promovido facilidades para as instituições, como a flexibilização do número mínimo de horas de aula exigido e a criação de cursos à distância. Especialista ouvida pelo G1 vê ligação com a reforma trabalhista.

No Centro Universitário Sant’Anna não houve registro de demissões, mas dezenas de funcionários estão em greve desde agosto deste ano devido a salários atrasados. Alunos denunciam que a faculdade os impede de fazer transferências, bloqueando documentos.

Outros 13 professores foram demitidos na Cásper Líbero, e 36 na Universidade São Judas.

Para Silvia Barbara, diretora do Sinpro-SP, as facilidades autorizadas pelo MEC contribuem para as demissões no quadro das instituições de ensino.

“Se você reduz a carga horária de uma disciplina, a escola diminui custos sem perder alunos. Não é um processo novo, mas aparentemente está se acentuado por regulamentações do ministério”, diz a diretora do Sinpro.

O ex-ministro da Educação Renato Janine compartilha da opinião do Sinpro.

“Eu não estou acompanhando de perto, mas me parece que o MEC poderia atuar nesses casos, sinalizando a essas instituições que os desligamentos podem repercutir na avaliação dos cursos. Isso porque o MEC tem a obrigação de garantir um padrão de qualidade nas instituições públicas e privadas”, disse o ex-ministro por telefone ao G1. “Foi autorizado um percentual de aulas à distância, mas não sei se estão usando isso para demitir”, continuou.

Mais informações: https://g1.globo.com/

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