Educação brasileira: problemas, desafios e perspectivas

O modelo neoliberal capitalista tem gerado e acentuado as desigualdades sociais promovendo uma crescente exclusão social de grande parcela da sociedade, cujo setor da economia, caracterizado por um perfil modernizador, interage com amplos setores da sociedade onde os sujeitos encontram-se em um acentuado processo de marginalização.
Este modelo tem fomentado a política de “Estado mínimo”, acentuando a condição de dominação e exclusão de amplos segmentos da população, evidenciando dificuldades em garantir o efetivo direito à educação de qualidade “para todos”, seja pela dificuldade de acesso à escola ou pelo fracasso escolar dos desfavorecidos e marginalizados economicamente, dos precocemente inseridos no mundo do trabalho, das populações indígenas, dos portadores de necessidades educativas especiais. Vale ressaltar que as problemáticas que circundam o universo educacional tem sua cerne na injusta distribuição de renda e falta de compromisso das políticas governamentais.
A história da educação brasileira traz em seu bojo a influência de diversificadas concepções de filosofia educacional que apresenta diferentes concepções pedagógicas, conservadoras ou progressistas. Atualmente constata-se uma filosofia pautada no reconhecimento e valorização do multiculturalismo, bem como a necessidade de imersão na cultura da tecnologia da informação, respaldados pela legislação que preconiza o respeito às diferenças, um currículo crítico, a autonomia dos sujeitos, a permanência de programas de educação à distância, democratização de tecnologia educacional, ainda em lento desenvolvimento, fazendo-se necessário maior articulação da sistema educacional com os sistemas da informação e comunicação.
Nesse contexto a educação brasileira se depara com uma série de desafios, os quais a impede de desempenhar com eficácia o seu papel, dentre eles destaco: a otimização das verbas destinadas à educação, definição de políticas educacionais de longo e médio prazo, com garantias de manutenção, a inserção de educadores e educandos à era tecnológica, a atualização dos educadores , a integração do saber universal ao universo regional sem descaracterizar as especificidades, a garantia do acesso e permanência do educando na escola, pois apesar do aumento do número de matrículas apresentado por órgãos oficiais, constata-se altos índices de evasão e repetência que provoca o aumento da distorção idade-série.
Faz-se necessário portanto, que a sociedade brasileira conheça e discuta essas problemáticas, e apresente formas de organização capazes de melhorar a qualidade da educação apresentada a população, aliada a uma proposta educacional que tenha em vista a qualidade da formação oferecida aos educadores e educandos. Caberá ao sistema educacional viabilizar práticas educativas adequadas às necessidades sociais, políticas, econômicas e culturais da sociedade brasileira, que considere os interesses, necessidade e motivações da grande parte da população, e que garantam as aprendizagens essenciais ao exercício da cidadania.

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *