Desafios da Educação na Perspectiva Étnico-Racial

INTRODUÇÃO

É grande a alegria de estar participando destes 20 anos de Inculturação do Carisma na ISJB e, nesta mesa, com ilustres companheiros/as. É maravilhoso, como cidadãos e cidadãs do mundo, poder participar deste processo desde o início e, hoje, dos novos caminhos, de enxergar e apreciar as culturas. Este XX Encontro certamente pretende oferecer novas formas para refletir e “enfatizar a importância da valorização da diversidade de expressões culturais (artísticas, religiosas, geográficas, políticas, societárias, de segmento e grupos etários, étnicos, de gênero)… para reinventar canais de diálogo, rever hierarquias, relativizar preconceitos”[2], num mundo em mudanças e globalizado.

A maioria da população brasileira é negra. A informação é do Censo Demográfico (2010), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos quase 191 milhões de brasileiros, a pesquisa mostrou que 97 milhões de pessoas se declararam negras, 91 milhões se consideram brancas, e o restante se enquadra em outros grupos. Com a segunda maior população negra do planeta (e primeira fora do continente africano), a missão do Brasil no ano temático da ONU é “chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam essa parte importante da população brasileira”, segundo um comunicado da instituição.

Nós Salesianos/as, bem como a CNBB acolhemos e valorizamos a diversidade cultural. As culturas diferentes enriquecem a nossa missão, a Igreja e a sua missão, pois, a evangelização passa pela compreensão da diversidade cultural. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil (GGAE) sugere a abertura ao diferente e as comunidades devem estar em relacionamento com a sociedade e geral, com as culturas e com outras religiões.[3]

O crescimento e a força dos Movimentos Populares, as ações afirmativas e a luta marcam a presença do(a) negro(a) na sociedade civil e nas igrejas. “Todo o movimento pela recuperação das identidades, dos direitos dos cidadãos e contra o racismo, são construtores da história, de uma nova história”, o que é necessário em nós, como agentes  descolonizar as mentes, o conhecimento, recuperar a memória histórica.  Hoje, viver a evangelização nos novos contextos exige, além da renovação das atuais estruturas pastorais, a criação de novas que correspondam às exigências de uma nova evangelização, novo ardor, novos métodos, novas expressões e, sobretudo, uma espiritualidade que torne a Igreja cada vez mais missionária”.[4] continuação deste artigo no link destacado abaixo:

Desafios da Educação na Perspectiva Étnico-Racial

Fonte: http://www.salesianos.br/

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