Brasil, líder mundial em agressão a professores!

Tenho o orgulho de ter na família mais próxima, três professores. Um irmão, Professor de Química e Matemática, um sobrinho Professor de Engenharia Elétrica da UFMT e uma Tia Professora de Biologia. Pessoas que tem pela profissão muito amor, certamente pelo salário é que não seria, já que esse não é grande coisa, aliás, a “coisa” é bastante pequena em se tratando da importância que tem o ensino para uma nação.

Li recentemente numa reportagem do G1 que um Professor de uma escola em Rio Claro-SP, teria sido agredido com um bloco de concreto, deixando seu nariz quebrado; fato esse que o faz repensar a profissão. Pretende deixar o trabalho de Professor pois não tem nenhuma segurança contra o tipo de violência que vem enfrentando naquele ambiente, além do mais o salário que recebe não paga por uma vida que pode ser tirada a qualquer momento se seguir ministrando aula nessa ou em outra escola do município.

Brasil lder mundial em agresso a professores Profisso de risco sem direito a adicional de periculosidade

Relato do Professor agredido (fonte G1São Carlos e Região 06/05/2015 12h16)

Quando tenho aula, já entro na sala com medo. Todos da escola sabem como o garoto é perigoso”. É assim que o professor Walter da Rocha e Silva de Rio Claro (SP) descreve o aluno de 14 anos que o agrediu e quebrou seu nariz com um bloco de concreto dentro da escola na terça-feira (5). Professor de química há 4 anos, ele disse ao G1 nesta quarta-feira (6) que vai abandonar a profissão por falta de segurança no trabalho e má remuneração.

O professor de 36 anos deve passar por uma consulta ainda nesta quarta-feira para avaliar se vai precisar de cirurgia. A agressão aconteceu durante a manhã de terça-feira na da Escola Estadual João Baptista Negrão. Silva relatou que o adolescente fazia bagunça na sala de aula e, após uma breve discussão entre ambos, o jovem foi expulso do local e encaminhado à diretoria. O adolescente, entretanto, retornou à sala para buscar o material.

“Assim que ele saiu, eu, a diretora e a coordenadora o acompanhamos até a direção. Ele estava na porta da diretoria e, quando me aproximei, fui acertado com o bloco no nariz”, afirmou Walter.

O bloco também acertou uma aluna que estava na secretaria. O menor fugiu da escola antes da chegada da polícia, e o professor foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, onde registrou um boletim de ocorrência. Ele teve ferimentos no rosto e quebrou o nariz. Já a aluna não apresentou ferimentos.

Silva, que trabalha há dois anos na escola e dá aulas de terça e quinta-feira, disse que já sabia do histórico do estudante. De acordo com ele, outros professores já tinham avisado sobre o perigo que o garoto apresentava, por ser violento e já ter tido problemas com a polícia anteriormente.

Falta de incentivo

Embora seja a primeira agressão sofrida, Silva disse conhecer casos de agressão em outras unidades de ensino. Ele disse que isso se deve ao fato de alunos serem empurrados para a escola desde cedo, mesmo sem vontade de estudar. “A escola virou um depósito de alunos. É uma cadeia que os estudantes ficam meio período. Deveria ser assim: o aluno vai porque quer estudar. Se não quiser, não entra”, afirmou.

Brasil é líder mundial em agressão a professores

No final de agosto de 2014 foi publicada uma pesquisa em que foram ouvidos 100 mil docentes em 34 países, ficando constatado que 12,5% dos brasileiros são agredidos ou intimidados uma vez por semana dentro da escola.

(Por Francisco Edson Alves Odia em 30/08/2014 às 00h:03:30, atualizado por Elane Souza ) Rio – No dia 12 de agosto de 2014, o professor de Biologia Carlos Cristian Gomes, de uma escola estadual de Sergipe, levou cinco tiros de um aluno de 17 anos, que teria ficado revoltado com uma nota baixa. Gomes ficou internado em estado grave e respirava por aparelhos (não sabemos se sobreviveu ou não). Uma semana depois, professores do Ciep Pablo Neruda, no bairro Laranjal, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, ameaçaram parar suas atividades em protesto por causa das constantes agressões verbais desferidas por alunos.

Os dois casos recentes de violência contra docentes ilustram pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que revela que 12,5% dos professores ouvidos no Brasil se disseram vítimas de agressões verbais ou intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. A enquete foi feita em todo o mundo e abordou mais de 100 mil professores e diretores de escolas do segundo ciclo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (alunos de 11 a 16 anos). O resultado põe o Brasil no topo do ranking de violência em escolas.

“Infelizmente, isso é pura realidade. No Estado do Rio, os professores são vítimas diariamente de vários tipos de agressões físicas e verbais. Tanto que estamos preparando um levantamento sobre o assunto”, diz a professora Beatriz Lugão, diretora do Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ). De acordo com ela, o clima de violência nas escolas públicas é desencadeado por diversos motivos.

“Sobretudo pela quantidade insuficiente de professores, falta de inspetores, espaços físicos sucateados e insegurança no entorno. No meio disso tudo, como um para-raio, está o professor”, diz ela.

Os índices referentes ao Brasil são os mais altos entre os 34 países pesquisados, onde a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%. Na Coreia do Sul, Malásia e Romênia, o índice é zero.

Além de ataques, professores convivem com ameaças de morte. É o caso de R., 45 anos, que há dois anos teve que sair do Ciep Estadual Raul Seixas, em Costa Barros, depois de retirar um aluno que fazia bagunça na sala de aula e apanhou dele, da mãe e do irmão do estudante. O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna).

No país, só 12,6% consideram que são valorizados

Para Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE, pela escola estar mais aberta à sociedade, os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos. “Essa é uma das possíveis razões pelo quadro revelado pela pesquisa”, argumenta Van Damme.

De acordo com ele, o Estudo Internacional sobre Professores, Ensino e Aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também expôs que somente um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade. Nesse quesito, a média global alcançou 31% (…) leia mais sobre esse artigo no link destacado abaixo:

Brasil, líder mundial em agressão a professores! Profissão de risco sem direito a adicional de periculosidade!

Fonte: http://lanyy.jusbrasil.com.br/

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1 Resultado

  1. Lucídia disse:

    -Ah quem dera que o Brasil valorizasse a Educação como a Filandia….., mas aqui estamos tratando do assunto com descaso, a ” pátria educadora” está agonizando.

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