O PAPEL DO PROFESSOR ITINERANTE E SUAS ATRIBUIÇÕES

As pessoas são diferentes, como diferentes são as suas culturas. As pessoas vivem de modos diferentes e as civilizações também diferem. As pessoas falam em várias línguas. (…) Mas, apesar dessas diferenças, todas as pessoas têm em comum um atributo simples: são seres humanos, nada mais, nada menos (Shirin Ebadi apud ONU, 2004, p. 23). Podemos dizer que o ensino itinerante — composto, preferencialmente, por um professor especialista em Educação Especial — parece representar uma proposta educativa viável como suporte para a educação inclusiva, Tendo em vista que: de seleção marcadamente subjetiva. A entrada de um professor no ensino itinerante independe da sua formação inicial, exigindo-se apenas que ele tenha sido aprovado em concurso público, faça parte do quadro do magistério do município e seja especialista no Atendimento Educacional Especializado, Educação Especial, ou que tenha especialização ligada a pessoas com necessidades especiais. Porém, mais importante do que a formação profissional, o futuro professor itinerante é avaliado pelo seu interesse e sua “sensibilidade” para lidar com pessoas com necessidades especiais. Todos os professores itinerantes são capacitados em serviço. Como estratégias de formação são utilizadas seminários, reuniões, oficinas e cursos, além de acompanhamentos pela coordenação da Educação Especial O professor itinerante tem o objetivo de “prestar assessoria às escolas regulares que possuem alunos com necessidades especiais incluídos (…), [tendo] como atribuição a produção de materiais pedagógicos necessários ao trabalho com estes alunos” O professor itinerante também presta atendimento educacional domiciliar para alunos com necessidades especiais impedidos de freqüentar a escola por razões físicas ou de saúde. O papel do professor itinerante não é só trabalhar com o aluno especial incluído na turma regular, pois, na prática, sua ação requer a elaboração de planos de aula, conteúdos e programas de ensino adaptados. Ou seja, trata-se de um trabalho que precisa se debruçar sobre as dimensões mais comuns e gerais da vida escolar, o que requer certa “sensibilidade” para lidar com os professores regulares e os demais alunos. Por outro lado, o professor itinerante freqüentemente discute com a comunidade extra-escolar, esclarecendo e orientando os familiares de alunos especiais e “não especiais”, sobretudo quando participam de reuniões de pais. Tais ocasiões constituem uma oportunidade ímpar para se desmontar preconceitos e estigmas historicamente reproduzidos em relação às pessoas com necessidades especiais. Por fim, a Secretaria Municipal de Educação, sensibilizada em apoiar e orientar os profissionais da Educação Especial. Faz ciência, de suas obrigações, e procurará da melhor maneira possível da assistência a que dela é cabível.

Fonte: http://educaespecial.spaceblog.com.br/

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