Prêmio ou castigo? Sanção escolar para quê?

Das poucas vezes que fui mandado para fora da sala de aula, por conversas paralelas, e da única vez, aos 14, que levei uma suspensão, por descabida falta de respeito com a professora, o que volta não é nenhuma lição tirada do cumprimento da “pena”, apenas a dúvida: para que serviram tais sanções escolares?

Sempre achei estranho “punir” o aluno desinteressado com o maior prêmio: ausentar-se da aula desinteressante. Sob essa perspectiva, os únicos “punidos”, pensando nas escolas privadas, são os pais, que continuam com a obrigação de pagar as mensalidades pelos serviços educacionais não recebidos, enquanto o filho fica à toa, em casa ou pela rua.

Fica a impressão de que, com a sanção imposta – a exclusão da aula, a suspensão, em casos extremos, a expulsão – a escola simplesmente se livra do “problema”. Restabelecem-se a ordem e o silêncio, mandando embora o aluno que descumpre as regras, que teima em não calar a boca. Optando pela solução mais fácil, a escola se desobriga de educar. A sanção é “estéril”, não gera nenhum proveito, em termos educacionais.

Veja bem. Veja. Não estou propondo, por isso, o enrijecimento de punições à criançada mal educada, confundindo, para o bem da disciplina, educação com direito penal, trocando escola por presídio: confusão, aliás, bastante comum nesses tempos em que, infelizmente, política criminal aparece como solução para todos os problemas. (…)

Prêmio ou castigo? Sanção escolar para quê?

Fonte: http://educacao.uol.com.br/

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