Deficientes nas escolas regulares- Juliana da S. R. Bettoni

Juliana S. R. Bettoni é mediadora da empresa Futurekids no Programa de Línguas Estrangeiras no município de Caçapava.

Ao ouvirmos a palavra, inclusão imediatamente imaginamos uma criança com deficiência física ou problemas nos órgãos do sentido, porém é necessário lembrar que uma criança inclusa também pode apresentar deficiência mental.

Nos dias de hoje, é polêmica a questão dos deficientes mentais (DM) frequentarem a escola regular, pois é questionável os pontos positivos e negativos nesse tipo de inclusão.

Existem três níveis de retardo mental: leve, moderado e severo, os quais são causados por síndromes que alguns indivíduos desenvolvem devido a problemas genéticos ou deficiências cromossômicas como Síndrome de Lejeune, Trissomia 8, Síndrome de Dawn, Síndrome de Klinefelter, entre outras.

Independente do nível, o trabalho com esses alunos em sala regular é, com certeza, um desafio que depende da participação intensa e direita por parte da direção escolar, professor e família.

Não há uma regra ou manual de instrução guiando o profissional da educação nesse trabalho.

Tudo depende da iniciativa e predisposição do educador em melhor atender seu aluno.

Apesar das diversas críticas, é fundamental a participação dos alunos deficientes mentais na escola regular, pois esse é um dos fatores determinantes para sua socialização e independência, uma vez que escola e família são dois principais norteadores para o desenvolvimento.

Além de DM, é possível encontrar outros tipos de síndromes, como a Síndrome de Asperger (SA), que afeta o processo de aprendizagem e a relação interpessoal.

Os SA “não apresentam qualquer atraso significativo de desenvolvimento de fala ou cognitivo, podendo até mesmo passar a vida toda sendo apenas consideradas pessoas estranhas.” (Teixeira, 1994).

Trabalhar com tais alunos requer paciência e disposição diária, pois é um trabalho árduo e constante. Tive uma experiência com um aluno SA.

Nunca tinha ouvido falar nesta síndrome. Pesquisei sobre ela, descobri do que se tratava e observei meu aluno.

Esse foi o ponto inicial para o desenvolvimento do meu trabalho. As primeiras aulas foram difíceis, pois nunca havia trabalhado com um SA.

Porém, agora consigo entendê-lo melhor, respeito suas limitações e sempre o incentivo a participar das atividades.

Sei que estou apenas no início de um longo trabalho, mas guio-me na certeza que ao final o resultado será positivo, sendo que a inserção desses alunos em salas regulares independente da deficiência é, de fato, um dos elementos responsáveis pelo seu desenvolvimento social e psicológico.

Há quem diga o inverso, entretanto não há como negar os benefícios trazidos à vida dessas crianças.

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/

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