Para estudar, aluno dribla muletas, buracos e falta de estrutura em escola

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anderson

‘É preciso muita força de vontade para não desistir’, diz jovem de Campinas.
Além da dificuldade de acesso, elevador da unidade também está quebrado.

Um adolescente de Campinas (SP), que teve paralisia cerebral e precisa de muletas para se locomover, enfrenta um teste de resistência em meio à buracos, desníveis e lama para conseguir estudar. Anderson Maia Alves de 16 anos quer ser engenheiro da computação e frequenta, desde 2011, a Escola Estadual Jardim Rossim, no bairro Cidade Satélite Íris, no período da manhã.

O jovem conta que além da via que dá acesso à unidade não ter asfalto e ser inclinada, sendo difícil até para os carros trafegarem, há uma semana o elevador que permite que ele ande por todo o prédio escolar está quebrado. Segundo o jovem, é preciso muita força de vontade para não desistir de terminar o ano letivo.

O adolescente contou ao G1 que já pensou várias vezes em abandonar tudo. “Já pensei em desistir. Eu só não mudei, porque eu tenho fisioterapia e não daria tempo de chegar da escola e ir fazer a fisioterapia. Só por isso que não mudei, se fosse só pela dificuldade, eu teria mudado. Tem que ter vontade, é o jeito”, desabafa.

Perigo
O estudante conta que para chegar até a escola depende de uma van fornecida pelo governo estadual, no entanto, segundo ele, em dias de chuva o veículo não consegue subir a rua íngreme por causa da lama.

“Quando chove forte, eu não vou para escola, porque a van não sobe. Teve vezes que eu passei uma semana sem ir na escola. Eu perdi matéria, aí quando eu voltei tive que correr atrás do prejuízo com os meus colegas, pegar caderno”, conta.

De acordo com Adriano Martins, cunhado do adolescente, a van fornecida leva o jovem até a porta da escola, no entanto, o problema é que o acesso até o local é perigoso e nem sempre é possível chegar.

“A rua é muito danificada. Então, quando chove, fica aquela terra argilosa. Há três anos foram lá e se comprometeram a fazer algo e nada. Até os carros dos professores, quando chove, descem escorregando. O acesso é muito perigoso”, explica.

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Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/

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